"PoLiTiCaMeNTe iNCoRReTa!!"
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
MaNuSCRiTOS
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
CoNSTeRNaÇão
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Reticente e farpado. Um silêncio cortante que prescruta surdo os gritos no cômodo vazio de um peito que se debate no oco de tanta querença. E é frio, não se dobra nem se rende ao olhar que sugou para dentro de si sem permissão, sem cerimonia, tal buraco negro engolindo galaxias distraídas. Agora, resvalo no amargo do rancor da vida que não sobreviveu à gestação, do tempo que não marcou o seu tempo dentro de mim, da água que não matou a sede e não se bebeu, do aroma que se perdeu sem que o sentido o provasse. Rancor do momento - sim, aquele da noite, com sóis e suspiros esparsos, com música de astro e o desenho da sua mão no vidro, embaço, - noite em que me atrevi entrar naquele breu, supondo estar lá, naqueles olhos de todo, de tudo que a vida nunca ofereceu. E desde então, eram seus olhos nas cortinas da manhã, nos faróis dos carros, eram olhos em tantas canções, eram olhos de paz e de uma pausa suave de sublimação. E te escrevi pra não me perder, pra te ter, te eternizar na minha história, poetizei você pra te encantar nos meus dias, como estrela que por todas as eras estaria lá e eu te cantei... Ah! Como eu te cantei, em tantos timbres e tons e em toda letra que ficou rabiscada nos cadernos de tecido. Encantamento... um pedido de estrela, dois dedos cruzados, olhos bem fechados, um papel de bombom e um nó - Feitiço de paixão! E como diz o poeta cantor de Alagoas - "Se errar por amor, Deus abençoa", perdão! Antes que eu me desse conta, era a sombra dobrando a esquina, como se nem alma tivesse. E cá dentro, o mundo implodindo em partituras e canções, milhões de notas despencando do céu de Dante, quase às portas do Paraíso, guiado pela mão de sua Beatriz. Desencanto então, desalento em forma de beijos que não dei, de olhos que pensei que olhei e achei que me achei, (não havia me achado, era miragem, olho de água do meu corpo deserto), e do corpo que eu não vou me perder, porque não há pensamento que te atraia. Já tentei telepatia, pensamento positivo, lei da atração! Não há frase que te toque, Pessoa me emprestou poemas, Rimboaud até me deu rima, Florbela sussurrou em português, mas mudos seus olhos nem leram, não me leram, não entenderam que eu só queria te arrebatar, e não há anzol que te fisgue, nem pedido que fique, porque não há espaço no teu regaço. E na raridade da vida, os risos não serão ouvidos, estarão represados, fora da dimensão tempo e espaço, onde vejo boiando, ali pertinho da lua platinada, nossas canções com refrões dissonantes, harmonizados entre sustenidos e bemóis, sem medo, sem reticência, sem abstinência. Cá, nesse plano ingrato, os dias não serão amanhecidos, nascerão apenas por rotina. As noites terão somente estrelas decepcionadas e nossas tardes serão iguais, sem lençol na grama, sem horizonte, sem pôr do sol, sem vento na cara e uma vida sem constelação, consternação.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Sê INTeiRo
Mate e esquarteje esse alguém dentro de ti. Deixe tudo aos pedaços para que não se possa remendar, e comece então a costurar-te a ti mesmo. Costura-te e no ato de coser, medita em quantas vezes fostes partido em milhões de pedaços e em quantas vezes olhastes os próprios cacos espalhados pelo chão. Emenda-te em mais outros retalhos de ti, e relembre, pondere se vale mesmo a pena essa transparência toda, essa intensidade. Pese se é mesmo válido e necessário ser tão inteiro num mundo de metades, num mundo onde grandes emoções são abortadas por falta de coragem de amar, de se dar, de viver pura e simplesmente ou por qualquer outro motivo que não se possa ou queira explicar ou entender. Encaixa-te e aproveita para se adequar às convenções sociais que amarram, algemam, emudecem e endurecem quase todo mundo, que ditam que quem sente deve fingir que não sente, que mostram que quem mente atrai as melhores oportunidades, que quem é raso é considerado o mais sábio e que quem vive dosando a vida tem o aspecto mais sóbrio e amarelamente feliz. Ou então, rasga-te, como rasgou-te em tantas outras vidas e entrega-te sem reservas às emoções que te florescem à pele, que te enchem o peito de riso, os olhos de cor, a boca de canto e as mãos de amor. Sê inteiro, se te faz bem, mesmo com todas as dores, mesmo entendendo que quase todo mundo mente descaradamente, mesmo experimentando vez ou outra o abandono dos amigos na hora em que mais se precisa. Sê mais inteiro ainda quando a pessoa amada se for ao longe e sê suave ao perceber que pouca gente se importa com os teus sentimentos. Sê inteiro mesmo quando o mundo te parecer hostil e gelado, pois sabes que o mundo é pequeno demais, mas teu coração.... Ah! Teu coração é enorme e explode em mil pedaços porque não consegue abarcar essa tua intensa e perene disposição para amar.
sábado, 28 de maio de 2011
PoST SeM TíTuLo
Existe gente sem alma. Existe sim. Ou pelo menos gente que neutraliza a alma, porque não é possível. Existe gente que tem a língua afiada, que corta, que machuca. Existe gente que fala pra ferir. Especialmente pra ferir. Gente que cala pra ferir. Eu ando com um medo assim, medo de ter que ficar assim! As pessoas, invariavelmente, vão machucar, mas.. a gente nunca está acostumado com isso. A gente nunca espera. A gente sou eu! Acontece um machucadinho, a gente quase nem sente dor, acontece outro e mais outro, e quando se vê, a gente se deixou ferir tanto... A gente sou eu! E o que é que vale mesmo a pena? Por quem vale a pena se deixar ferir, levando-se em consideração que feridas, em geral, não matam ninguém? As vezes me sinto um bicho meio estranho.. Acredito no amor nas suas mais diversas formas, acredito na pureza total do sentimento e das sensações de alegria, paz e leveza que ele traduz, acredito nas pessoas e na aura de luz (nada místico), amor e alegria que enxergo ao redor delas... O que me aflige, desde o começo dessas linhas, é o seguinte: Porque eu tenho que mudar meu modo de ver as pessoas, a beleza delas? Porque tenho que endurecer para não ser alvo fácil? Porque eu tenho que me comportar de maneira pior do que a que realmente eu sou, como se não me importasse? Aviltar-me para me sentir segura e intocável no meio de tanta gente gelada? Porque eu tenho que parar de admirar o ser humano, parar de namorar os sorrisos, o modo de falar, o tamanho dos dedos, a linha da sobrancelha, o contorno das orelhas, o desenho do cabelo, as pintas e marcas do rosto, o formato da unhas, o tamanho dos pés? Por que? É desleal. Surreal também! A aura que vejo em você nunca desaparece. Venero a beleza de cada pegada deixada nesse caminho. Desfaleço apenas ao sentir que deva deixar de olhá-la... A violência dos olhos e a urgência em agredir o sorriso, o olhar, afasta, aos poucos, os braços prontos pra o abraço.
sábado, 2 de abril de 2011
No eSPeLHo
Eu nunca havia sentido esse medo... Um medo indeciso, uma ansiedade por não saber como me mover, uma insegurança por não saber se devia me ater mais um instante naquele olhar. Eu não sabia como seria a cor desse dia e não imaginava que ele me traria a ansiedade dos desejos de ontem. Eu, sinceramente, não esperava que ele me trouxesse esses torpes anseios e apesar de decidir omitir os sabores e odores, eles me absorveram! Quando o som da voz penetrou nos ouvidos, a retina revelou em movimentos espelhados, o profundo dos olhos onde minha imagem estivera encadeada e refletida de maneira ofegante, olhando-me a mim mesma, redundante e repetidamente, pleonasticamente viciante. ... E por mais que estivessem ainda perto, não deveria olhá-los tão profundo. A única coisa que eu não tinha certeza, era como eu olharia hoje, era como eu ouviria hoje, era como eu te sentiria hoje, porque hoje meus olhos te olham diferente, mas todos os outros sentidos te devoram com a voracidade de antes, silentes apenas... e famintos.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Pra o inferno as 'relações perfeitas'.
Elas, ao fim, inexistem.
São frutos podres de sonhos mofados.
Amorosas, profissionais
ou de espécies quaisquer
ou de espécies quaisquer
há sempre uma mancha
há sempre mentira.
Interesses lançados a sorte
Um jogo mórbido entre o fraco e forte.
sobre ser fraco ou forte,
...isso é tão subjetivo...
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Ela
É como se estivesse magnetizada.
E de alguma forma estava presa.
Sabia disso.
Atraída por aquelas mãos que, de tanto olhar,
sabia o desenho pormenorizado.
A espessura dos dedos, o formato das unhas...
Não poderia ater-se aos olhos, era perigoso demais.
E tinha medo.
Media as palavras para não deixar escapar os desejos insanos
que lhe sacudiam a mente.
que lhe sacudiam a mente.
E num movimento infinito,
degustava o torpor do perfume que marcava cada toque
inesperadamente calculado.
inesperadamente calculado.
Podia sentir o gosto daquela pele e o frescor dos pelos finos,
podia quase contá-los, jamais encontrá-los.
Desfrutava a plenitude de cada instante naquela paisagem,
paisagem que a afetava profunda e instantaneamente.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Se você me encontrar hoje, não imagine que vai encontrar a mesma pessoa que encontrou ontem. Ontem mesmo... Ontem eu não seria tão 'assim' como sou hoje. Ontem, se fosse como hoje, não me relacionaria tão profundamente com pessoas que me fizeram tão mal e deixaram em mim, hoje, um quê de amargura que insiste em não sair. Se você me encotrasse ontem, encontraria braços tão abertos beirando o ridículo, e eram braços que não protegiam de nada e que abraçavam tão intensamente sem entender que não deveriam apertar assim. E hoje, se fosse assim ontem, eu cuidaria tão mais de algumas pessoas, e coisas, e instantes, e me doaria muito, muito mais a outras tantas e eu as amaria com muito mais força que amei antes e jamais as deixaria partir. Se ontem fosse assim, como hoje, eu não seria tão devota a tantos zinhos, que se valeram dos meios e modos mais ardis que existem, para manipular aqueles que os amavam tão genuina e apaixonadamente. Hoje, se eu não os tivesse amado com tanta força, não seriam um dor a mais no meu peito, por não tê-los, por não crê-los, por não sabê-los. Cada dia que nasce na minha vida, me renasce diferente, umas vezes pior, outras melhor, não ouso dizer que melhoro todas as vezes...Mas digo que mudo. E mudo o mundo que há em mim. Pra melhor, ou pra pior.. Quem saberá?
P.S.:Postagem rascunhada há mais de um mês...
E hoje, já não sou mais essa, daqueles dias.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
GoSTo De MúSiCa
Sou apaixonada por música. Incrível o fascínio que ela exerce sobre mim. É uma mágica nos meus dias. Sei que a música tem um poder muito motivador, não só em mim, mas creio que ela move a vida das pessoas que se deixam tocar por ela, de um modo muito interessante. Sinceramente eu adoraria ser mais profissional no mundo musical, ter mais conhecimento e entendê-la de maneira melhor, como ela me entende, mas o meu mais grave e perturbador defeito me limitou. Defeito esse que é a indisciplina, a falta de perseverança. Eu fui iniciada em teoria musical, fiz aulas de piano e flauta doce quando era criança, tinha uma veia musical interessante, mas a teoria me cansava. Gostava de cantar e deixei pra lá os alicerces. Mas isso não me frustra, pois a música me enche de maneira profissional, pois ela é, independente do meu amadorismo. Bom, mas, estou falando de música simplesmente porque, hoje, estou em casa,com meu marido, fazendo um churrasco para um casal de amigos, com uma música bem vibrante e alta e isso, a junção desses sentimentos de alegria, faz a música ser melhor ainda, a gente dança e sorri no beat de alegria, enquanto a casa fica cheia do cheiro da picanha e a carne vai tendo gosto de música e os amigos com seus tons, sabores e cores, vão completando o tempero bom que a nossa vida já tem .. De alegria, se sabor de música, de som de carne, de cheiro de vida!!!!” Quem ouve música sente a solidão de repente povoada “
Robert Browning
sábado, 19 de dezembro de 2009
PRoMeTo Não PRoMeTeR
Well..
O fim de ano chegou. Rapidão. Cada ano mais rápido. Arghh!!! Frase típica de quem está sentindo na pele [literalmente] a velhice chegar. Como disse minha tia Júlia que completou 60 nesses dias de festa, ela acorda se sentindo com 30 anos, mas ao tentar se levantar, cai na real, tem 60tão mesmo e não consegue esquecer! Enfim, eu tenho 30, as vezes me sinto bem mais velha e outras bem mais jovem. Então, estou no ponto de equilíbrio. Ou seja, o desequilíbrio total. Que caos maravilhoso! Mas o que quero mesmo dizer, é que não vou fazer promessas de final de ano, ou começo dele, sei lá. Principalmente aquela promessa miserável do regime. Não farei. Nem a promessa e nem o regime. Também não vou prometer ser uma pessoa melhor, nem vou prometer ler a bíblia toda em 2010, também não vou prometer viajar, cuidar mais de mim, passar no concurso público e mais tempo com a família, abrir meu próprio negócio, e todos esses blá blá blás que a gente promete e não cumpre. O que eu quero é ser feliz e se alguma dessas coisas constar na pauta da minha felicidade, será feita e com muito prazer. Não quero nada me oprimindo. Já bastam as minhas calças jeans apertando minhas banhas e as cintas por debaixo dos vestidos!Feliz Natal e um ano novo genial pra todo mundo.
O mais importante de todas as coisas, é amar!!!
domingo, 15 de novembro de 2009
ReTRaTo eM BRaNCo e PReTo. [ou Preto e Branco?]
Oi gente! Adoraria escrever algo bacana. Minha cabeça está tão pilhada. Passo horas na frente dessa janela de 'nova postagem' e nada. Minha cabeça está cheia de nada. E vazia de tudo. Não sai coisa alguma. E como a mente está pilhada, as idéias ficam embaralhadas, em choque umas com as outras, colidindo e culminando numa abominável esterilidade. Medonha. Fadiguenta. E não era isso que eu queria dizer. Mas esse é o retrato do meu hoje. Banal. Dispensável. Não confuda com o meu retrato hoje. Um retrato em preto e branco, revelando todo um vazio cheio, que me afoga degoladamente.
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