"PoLiTiCaMeNTe iNCoRReTa!!"
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domingo, 9 de março de 2014

iMPReViSíVeL

Acontece que até agorinha não era bem assim, esse desacontecimento por dentro de mim. Acontece que me peguei distraída. Inerte, percebi seus pedaços espalhados estrategicamente nos aposentos da minha psiquê. Acontece ainda, que a previsão divergiu do previsível e despressentida saí nessa chuva - Chuva molhada de você. Eu molhada de você chovido - Gripei.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

PeDaÇo

Eu gosto de gente ... Gente que sente, que tem alma, que é viva. Gosto delas porque me vejo nelas.. Gosto de gente que sorri de verdade, com intensidade. Gente que sofre com todas as vísceras e que se entrega, permitindo molhar-se de chuva . Vejo muito de mim nessas pessoas e reconheço nelas, as minhas idiossincrasias. Me encanta quem vive o que prega, quem mergulha de cabeça, quem não mede os outros, quem não se limita. Aprendi, desde muito cedo, a aceitar a vida incondicionalmente. Aprendi a me caber apertada dentro das formas complexas que ela me dava. Era assim que ela se apresentava pra mim. Eu a recebia feliz, como um corpo, em amor, recebe outro. Me apego as pessoas que transitam nos meus caminhos e, nos meus espelhos, vejo apenas um transeunte desimportante. Em cada reflexo, uma sombra do nada, e ao longe, as pessoas. Em cada estirão de estrada, um vácuo de gente querida que passa e segue, sem olhar para trás, esquecendo desse ninguém que, ao longe, se apequena sozinho. Nunca esperei da vida nada especial, porque especial pra mim, era estar de perto de quem me fazia sentir viva, e a coroação das minhas histórias se davam no exato momento em que eu conseguia fazer qualquer um daqueles que eram queridos, sorrir e viver. Uma missão subliminar de fazer as pessoas se sentirem especiais... Tão subliminar que se sublimava em si. Inútil. Insossa. Dispensável. Na maioria das vezes as pessoas especiais aconteceram sem que eu procurasse por elas, e ao longo da trajetória, tatuei como presentes luminosos, cada instante que me deram. Guardei os perfumes, guardei as histórias, guardei os sorrisos, os suspiros, os espasmos, guardei os encontros, os desencontros, guardei o gosto, guardei os arrepios, as dores, guardei os amores. E cá estou eu. Cheia de marcas! Marcas de gente. E quem é que sente? Dores que não doem em mais ninguém. Quem me sente? Tudo é muito mais amplo do que se realmente fosse grande. Uma pessoa entre aspas.. Uma incompletude sem fim... Uma coisa inacabada quase caindo em danação, difamada e esquecida pelas suas próprias divagações...

terça-feira, 3 de maio de 2011

MaiS Do MeSMo

A mesma.

Assim era a mesma vida dela.

Hoje, mais mesma que nunca.

Nunca tanto, a mesma.

E não era ruim.

Era suavemente a mesma.

Sem traumas.

Sem angústias.

E de tanto correr

cansara.

E sorrira pensando em si.

Na pessoa bela que morava lá dentro.

Na amante inconseqüente.

Na amiga e confidente.

Na veia intensa, na sua urgência.

Esvaziava-se em si e de si.

E em si, encontrara as maiores delícias da vida.

Como sempre.

sábado, 16 de abril de 2011

Da ViDa FuNeSTa

Quase nada nessa vida é pra sempre. Ouso corrigir e dizer que nada é!
Quando parei com olhar perdido no tempo, pensando em algo que fosse pra sempre, demorei-me demais.. E não há mais tempo a perder.. A vida é funesta, e com brevidade imbecil traz as mazelas, as doenças, o desencanto.. Por isso vale viver o momento, por isso vale amar de todas as formas e com toda intensidade! Por isso vale se permitir e  verbalizar o amor! Valem, por isso, todos os encontros e também os desencontros, todos os passos em falso, todo deslize, toda  reação conflitante! Por isso valem as frases, os desenhos, as canções com letras trocadas e todas as risadas. O pra sempre é tão somente o que grudou na memória dos dedos, é o cheiro que ficou nas terminações nervosas dos lábios, é o toque que a retina sentiu. O pra sempre é o som do sorriso, do gemido, do encanto... O pra sempre não reside no 'se', mas no  exato instante do medo, quando o prazer do contato é de uma intensidade tal, que em circunstâncias favoráveis, haveria sequer, fagulhas da famigerada emoção. O pra sempre é o momento que se permitiu!!!

sábado, 2 de abril de 2011

No eSPeLHo

Eu nunca havia sentido esse medo... Um medo indeciso, uma ansiedade por não saber como me mover, uma insegurança por não saber se devia me ater mais um instante naquele olhar. Eu não sabia como seria a cor desse dia e não imaginava que ele me traria a ansiedade dos desejos de ontem. Eu, sinceramente, não esperava que ele me trouxesse esses torpes anseios e apesar de decidir omitir os sabores e odores, eles me absorveram! Quando o som da voz penetrou nos ouvidos, a retina revelou em movimentos espelhados, o profundo dos olhos onde minha imagem estivera encadeada e refletida de maneira ofegante, olhando-me a mim mesma, redundante e repetidamente, pleonasticamente viciante.  ... E por mais que estivessem ainda perto, não deveria olhá-los tão profundo. A única coisa que eu não tinha certeza, era como eu olharia hoje, era como eu ouviria hoje, era como eu te sentiria hoje, porque hoje meus olhos te olham diferente, mas todos os outros sentidos te devoram com a voracidade de antes, silentes apenas... e famintos.

sábado, 26 de março de 2011

SenSaÇõeS

E quando se sente aquela suavidade de um afeto que não existiria mais? Aquele gosto de brisa, aquele cheiro de mar! E quando a memória da boca sente a saudade do beijo, do sabor e das digitais do lábio? Sim! Aqueles lábios tinham digitais! E quando o olhar se perde no meio do dia, sem nexo, perplexo, editando imagens, esmorecendo, captando em altas voltagens os suores dos corpos reféns ? Choques espasmódicos, encontro, conjunção, colisão, atração! Sensações.. Impressões convertidas em idéias.. idéias nos nervos, tendões, papilas e poros!

segunda-feira, 21 de março de 2011

DeSaNCoRaDo


E o que fazer quando o coral do bom senso canta melodiosamente a canção do “Não”? Os ouvidos adestrados até apreciam a sinfonia, ela desce ao coração e lá chega pesada como uma âncora, que tenta desesperadamente impedir o avanço sem rumo de um navio louco. Mas ele não para! Segue insano em desafinação, mistura os acordes, desafia as escalas, faz seus desenhos nas águas, maculando  a canção.

terça-feira, 15 de março de 2011

aNiMaiS

E como se quisesse bem pouco escapar, a presa deixara-se abater.
Insuficiente debate!
Nenhuma relutância!
Insignificante oposição!
E como a força por meio da qual um corpo reage contra a ação de outro corpo estivesse inerte, a resistência era no campo da mente. E permitia-se, enquanto a mente perdia tempo em debate nulo com a intenção, que seu corpo fosse devorado, administrando espamos de dor e prazer e o terror de ser a presa das suas próprias armadilhas e paixões.
Acordara com dores desconhecidas naquela manhã.
Dores de alma.
Mas o corpo desejava novamente ser a presa, 
ignorando completamente a iminência da morte!
Quanta insanidade cometem esses animais!
Quanta inconseqüência!

sábado, 22 de janeiro de 2011

32

Hoje eu completo 32 anos.
Sabe que quando eu era pequena, achava que quem tinha 32 anos era velho. Hoje, descobri que não. Quem tem 32 anos, definitivamente não é velho! Já tenho muita coisa pra contar sabe, já vivenciei extremos e ... tanta coisa boa aconteceu, tanta coisa ruim também, algumas coisas, realmente, não precisavam ter acontecido, outras, foram extremamente necessárias para o meu amadurecimento, e num conjunto, todas elas me fizeram a pessoa que sou hoje. 
De todos os sentimentos que sinto agora, o maior deles é a gratidão a Deus. Ao longo dessa trajetória, tenho visto a mão de Deus em cada passo meu, pra me proteger e para me ensinar, as vezes saio debaixo da sua sombra, e me queimo, e sinto as marcas que isso me causa, mas amadureço e entendo que Deus tem cuidado de mim. Tenho ao meu lado a preciosa família, que é sempre muito especial, que, haja o que houver, é a minha família e que estará lá quando eu precisar. Ou mesmo sem precisão!!!
Sou muito grata pelos amigos, pela paz, pela fé que tenho e pela saúde. Tudo isso vem de Deus.
E hoje, quero louvá-Lo por tudo que sou. Mas o que mais quero ser, é um instrumento nas mãos de Deus!

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Se você me encontrar hoje, não imagine que vai encontrar a mesma pessoa que encontrou ontem. Ontem mesmo... Ontem eu não seria tão 'assim' como sou hoje. Ontem, se fosse como hoje, não me relacionaria tão profundamente com pessoas que me fizeram tão mal e deixaram em mim, hoje, um quê de amargura que insiste em não sair. Se você me encotrasse ontem, encontraria braços tão abertos beirando o ridículo, e eram braços que não protegiam de nada e que abraçavam tão intensamente sem entender que não deveriam apertar assim. E hoje, se fosse assim ontem, eu cuidaria tão mais de algumas pessoas, e coisas, e instantes, e me doaria muito, muito mais a outras tantas e eu as amaria com muito mais força que amei antes e jamais as deixaria partir. Se ontem fosse assim, como hoje, eu não seria tão devota a tantos zinhos, que se valeram dos meios e modos mais ardis que existem, para manipular aqueles que os amavam tão genuina e apaixonadamente. Hoje, se eu não os tivesse amado com tanta força, não seriam um dor a mais no meu peito, por não tê-los, por não crê-los, por não sabê-los. Cada dia que nasce na minha vida, me renasce diferente, umas vezes pior, outras melhor, não ouso dizer que melhoro todas as vezes...Mas digo que mudo. E mudo o mundo que há em mim. Pra melhor, ou pra pior.. Quem saberá? 

P.S.:Postagem rascunhada há mais de um mês...
E hoje, já não sou mais essa, daqueles dias.