"PoLiTiCaMeNTe iNCoRReTa!!"

quarta-feira, 7 de maio de 2008

DeSCoNeXão

Um tanto de nada
Um nada no meio do mundo
Corre nas veias um soro do tudo
Tudo que foi sem ter sido
Apenas memória olfativa

Apenas desejo de calma

Um mudo dito pelo não dito.
Sofreguidão sem causa
Muralha silenciosa da solidão

alimentada pela distância

daquilo que está tão perto, tão perto

que se pode sentir a pulsação.
Afã indecifrável da alma

Fusão obtusa de sentimento e razão

Elementos do cheio e vazio

partícula, grão e chuva

sereno na palma da mão.
Disso tudo fala ela
Tanta eloqüência em vão
A sublimação de todos os elementos

O golpe mais ensaiado
que
não convenceu qualquer coração.

Imagem: olhares.com

segunda-feira, 24 de março de 2008

aRQuiTeTuRa Da aLMa


"Quantos quartos tem sua casa?"
Perguntou Larissa curiosa.
Ela calou-se a pensar...
"Em quantos quartos partiram minha alma?"

Cômodos cheios de nada.
Salas

Copas
Banheiros
cozinhas e M A L A S.

ouToNo


Eu me lembro daquela janela quase aberta
Era a primeira manhã de outono

E como a folha mais alta cairia

Todo o céu se pôs a cair

Naquela manhã sem ventos
a solidão me fazia falta

Você estava ao meu lado
Eu sentia o pulso do peito
Mas não ouvia o tom mudo da voz


Aquele vento, aquele murmúrio
Me gelava a alma
Me roubava a calma

Era o vento de outono
que derruba os sonhos

que soterra os contos...

[até que na primavera, renasçam!]

SaTuRDaY NiGHT


Ela entra silente naquela pizzaria lotada de casais felizes e comemorando não sei o que lá, esfomeados, amigos comparsas e bons de garfo. Seus olhos sorriem, apenas os olhos. Gostaria de sentar-se à mesa com eles e rir solenemente de suas piadas sem graça. Mas sentou-se só, pois só estava! O garçom de sorriso largo e cansado inquiriu-a simpaticamente: " Já escolheu seu pedido senhorita?" Ela devolveu o sorriso e apontou timidamente dizendo: "sim, sim... Aquela flor! Quero aquela flor!"

aRQuiTeTuRa Da aLMa


"Quantos quartos tem sua casa?"
Perguntou Larissa curiosa.
Ela calou-se a pensar...
"Em quantos quartos partiram minha alma?"

Cômodos cheios de nada.
Salas

Copas
Banheiros
cozinhas e M A L A S.

sexta-feira, 14 de março de 2008


Ontem fui ao show do Jorge Vercilo, de graça! Gente! Não sei pra quem não mora, mas pra quem mora em Brasília, sabe que isso é uma coisa fantasticamente boa! Aqui em Brasília, os shows são caríssimos, para pobres classes média baixa como eu. Sábado que vem por exemplo vai ter o do Djavan, eu louca de pedra pra ver, não posso, pois o ingresso lá atrás, lá no fim da casa, custa apenas: $ 120 mirréis!! E como eu e meu marido iremos?? Recém casados, cheios de prestações e ainda faltando um suggar na cozinha? Não iremos. Então, voltando a falar do show ontem, os ingressos seriam distribuídos às 18. Chegamos lá, meu amor e eu às 15. Tinha já uns 70 na nossa frente. Ficamos felizes pois seriam 300 ingressos. Conversamos até, comemos ruffles, li umas páginas do Fortaleza Digital e tomamos coca cola. Começaram a distribuir as senhas pra pegar o ingresso, ai ai... Nossa senha foi 90 e 91, entraram uns 30 sem vergonhas na nossa frente, pense!! Se estivéssemos em 230!! Nossa! Eu ia matar um fura fila! Então, começou a dar briga com as pessoas que não tinha conseguido entrar pra pegar o ingresso e a polícia e aquele furdunço. E nós com nossas senhas na mão! Que alegria!!! Às 18 então, começaram a distribuir. Pegamos os nossos e fomos pra casa nos arrumar. Eventos culturais em Brasília, teatro, shows, principalmente os MPBs são caríssimos e raros, e perder uma dessa, não dava, há poucos meses perdemos o do 14bis, nas mesmas condições... E ficamos frustrados! Mas enfim, o show foi perfeito, o Jorge é extremamente carismático e simpático, as letras estão lindas, poesia da mais alta qualidade, os músicos do mais alto gabarito, entre eles o Paulo Calazans, ótimo tecladista e produtor da música brasileira, já tocou com o Djavan também e tals... O Jorge tem um astral maravilhoso, canta e dança conversa deliciosamente. Fez uma versão da música do Cazuza, O tempo não para, ma-ra-vi-lho-sa!!!! Recomendo. O CD novo chama-se Todos nós somos um, uma música maravilhosa de consciência social! Vale a pena ver e ouvir. Bom, não costumo contar rotinas, mas essa valeu a pena!!!! BeijoS.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Me DeiXa

Olhos pra arranhaR
Boca pra imobilizaR
Mãos pra neutralizaR
Simbiose imperfeitA
Mistura heterogêneA
Canal sem sintoniA.
A agonia espetou a almA
A dor muda ensurdeceu o seR
Gemido surdo enegreceu o diA
Da noite clara que passei a seR.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

LeSs iS MoRe


Ele a enchia de diamantes nos dedos..
Tantos eram que os dedos faltavam
E nem de dinheiro ela tinha falta
E nem diamantes a impressionava

Eram tantas rosas e trovas
Que a casa já não tinha vasos
Eram rosas novas em lixo velho
Eram vasos novos com rosas mortas

E ele ligava 18 vezes por dia
pra dar bom dia, boa tarde e blá blá blá
pra dizer o cardápio e contar da dor da barriga
E jurar 900 vezes o seu enfadonho amor

E quando se encontravam, ainda tinha mais rosas
Ainda tinha mais juras
Ainda tinha mais trovas
Um doce melado, enjoativo profundo.

Ela bem que tentou avisar
Ele se fez de rogado
Ela disse pra dar um tempo,
se afastar um bocado

Pra dar tempo de sentir saudade
Pra ver se aparece a vontade
Um pouco menos da presença
Faz a gente querer de verdade

Pra que tanta rosa, diamante e poesia
Se um simples beijo mostra o que a gente sente de verdade
Pra que sufocar, prender, controlar,
Se é com a liberdade que o preso vive a sonhar???

Menos é mais!
Ele não entendeu!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

GuRia aSSiM

Guria assim:
Quem nem água de rio,
que não avisa aonde vai passar,
Nem quem vai levar,
Nem o que vai derrubar.
Com olho de espada afiada,
que olha e corta sem titubear,
Que fere e mata sem arrepiar,
Que come a presa num resfolegar.
Guria assim:
Coração duro de pedra,
destrutiva sem razão,
roubadora de ilusão e de romântica paixão.
Palavreado que incomoda
Voz tão alta
Grito de mandão
Zoada insuportável
Latido de bicho cão
grunido de insatisfação.
Guria assim:
Se tem lágrima, é de ódio
Se tem sorriso, é maldade na mão
Se tem abraço, é perigoso
Segue-se então, o beijo da traição.
Essa guria é assim.

    

domingo, 27 de janeiro de 2008

AnneVersário!!!




Parabéns pra mim!!
Dia 22 completei 29 anos..
Felizes 29! Realizada! Não tenho falta de nada e tenho muito mais que preciso e mereço.Ganhei um girassol espetacular do meu marido!! Quisera ter tempo de fotografá-lo e postar... Todos os dias eu sorrio pra ele.. E junto com o girassol esse cartão delicioso, que digitalizei e acho que dá pra ler a beleza que ele tem.
Obrigada Senhor!!

E quem quiser deixar os parabéns, aceito como se fossem em dia, afinal, o atraso foi meu!!

BeijoS MiLeS.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

|||| AnO NoVo ||||

Diante de tantas promessas e juras [não cumpridas], diante dessa falta de vergonha, vou tentar ser simples, pedir coisas modestas e desejar ser apenas, melhor... ser uma pessoa melhor no novo ano!
Feliz ano novo pra vocês!


Eu quero fazer o que me faz bem.
As vezes parece difícil...
Andar a pé na rua

deixar o carro de lado
.
Usar pernas, suas ou minhas, pra me enlevar. Levar aonde a mente viaja
Aonde o carro não chega,

Onde o horizonte está.

Trocar idéia com a gente andadeira
sem eira nem beira
Com coitados sem par.
Quem sabe um estilo largado

Nem tanto assim, apertado

Menos passos marcados.
Voar nas costas
desses bichos com asas
Ficar um pouco em casa
Sentir perfume de flôr.
Eu quero ouvir música boa
Com a batida que soa
com coração e tambor.
Curtir as divas das vozes roucas
cabelo negro enrolado
pele enbebendo o calor!

Ah! Eu quero!

Quero beijar sua boca
Sentir seu gosto de sal,
Fazer sorrir esse meu homem

Que me adoça o humor e me chama de amor.

Eu Quero ver cinema engraçado

Ouvir muita piada
E sorrir do que for.
Eu quero o cheiro da criança
O cabelo com trança
a esperança vital.
Eu quero me doar mais pra Deus

Ajudar meus irmãos
e estar perto dos meus.
Ter ao lado quem sempre acredita
e que nunca duvida
o dia bom vai chegar!
Quero ouvir o assovio afinado
Ou o choro engasgado
E ter palavra de amor.

Eu quero muita gente vivida

Comendo da minha comida

e sujando o meu chão
.
Quero varrer da minha vida
a sujeira escondida

ser alegria e perdão!
Eu quero inventar melodia

Me perder na poesia
e dizer a verdade

Quero acertar o meu alvo

Quero um beijo um abraço,
Quero um ano novo, novão!!!!

imagem: olhares.com

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

CaSaMoS


Gente,
Tive o casamento mais lindo que se possa imaginar..
Tudo na medida dos nossos sonhos e desejos..
Com direito a bolinha de sabão, bailarina,
música, fotos,brinde e tudo mais..
Ai...
Coisa mais linda...
Peço a todos os amados amigos que prestigiam meu blog, perdão, pela ausência, minha casa nova ainda não tem PC e estou trabalhando muito, sem tempo mesmo de postar, espero tão logo voltar, e espero mais ainda, sentir a deliciosa presença de vocês aqui, que sempre me enche de riso.
Vale lembrar que estou feliz demais!!!!!

Beijo na alma.

sábado, 27 de outubro de 2007

CoNViDo VoCê


Pra assistir nossa jura de amor..
Pra cantar com a gente ...
Pra sorrir com a gente...
Convido você,
Pra ouvir o sim que já dissemos mil vezes aos sussurros,
aos beijos e abraços...
O sim do pra sempre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

PoeSia Do CHá De PaNeLa

Queridinhos, Sabem que estou há alguns dias do meu casamento. Estou exausta por causa da correria, mas estou muito feliz. Mas, quero nesse post, externar um pouquinho da sensação gostosa que estou sentindo com os eventos, chás de panela, sim, chás, porque tive três, e entrega de de convites e tal. A sensação é prazerosa demais e acho que essa poesia vai dizer um pouquinho. Um beijo pra vocês e desculpa a ausência, logo daqui uns dois meses, estarei escrevendo a todo vapor, mesmo porquê, sinto a maior falta de visitar os blogs e ler as pérolas do Rayol, Saramar, entre outros tantos poetas que adoro. Vamo lá:

PoeSia Do CHá De PaNeLa
entrega convitE

prova vestidO

aluga cadeirA

degusta docinhO

ganha vasilha no chá de panelA
um monte de coisa pra casa novA

e em cada forma de pudiM

um pedaço de gentE

essa gente que borra a nossa carA

que faz o noivo se vestir de mulheR
que faz a noiva comer bolacha de água e sal
e chamar o noivo de fofíssimo fofO!

que faz uma gosma melequenta e suja a gente sem dó ou piedadE.
em cada xícarazinha de porcelanA
um retrato de alguém que a gente amA
que entra na casa antes da gentE

que se alegra com a nossa conquistA
se tatuando na nossa vida novA.
gente que pinta nosso rostO
e um pedaço da nossa paredE

que entra no nosso guarda-roupA
e escolhe os lençóis da nossa camA

que se mete na nossa cozinhA
e escolhe as toalhas no nosso banheirO

gente que mora com a gente na casa ainda vaziA
gente que entra com a gentE
nessa delícia de vida novA

gente que deixou uma marquinhA
nessa casinha de amoR

amor em colherzinha de açúcaR

em joguinho de jantaR

em travessa de mousse de maracujÁ

com muita alegria e votos de que tudo vai dá certO

e que a gente vai chegar lÁ!!!

Obrigada gentE!!!!!!!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

...ToDo aMoR é PieGaS, e Se Não FoR, Que GRaÇa TeM?


...Continuo sonhando..
Depois dos vendavais, há brisa suave.
Posso sentir.
Depois da desértica miragem, oásis de amor.
Posso beber.
Sonho de te encontrar e em ti me tatuar.
Sonho de mergulhar no brilho que vi nesse teu olhar,
e nasci, e cresci e morri.
Ainda está lá.
Meu brilho de estrela
Meu sonho de flor
Meu cheiro de vida
Meu sonho de amor.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

eSTéRiL

Amigos, Vocês já passaram por fases de estúpida esterilidade? Então.. Estou passando por ela agora. E por isso, deixo-vos mais um Neruda, visto que é querido entre vós e para dar a ele a chance de se aparecer no meu blog!!!
Perco tudo, menos o humor!!!
Nesse, O Livro de Perguntas,
ele faz umas questões bem interessantes, [claro], e existenciais.
Que tal escolherem ao menos uma das questões e respondê-la??
Adoraria.. Beijo enorme e carinho.
Livro das Perguntas
Tem coisa mais bo
ba na vida que chamar-se Pablo Neruda?
Que vim fazer neste planeta?
A quem dirijo esta pergunta?
E que importância tenho eu no tribunal do esquecimento?
Não era verdade que Deus vivia no mundo da lua?
Minha poesia desgarrada
abr'olhos com estes olhos meus?
Por que me picam as pulgas e os sargentos da literatura?
Que dirão da minha poesia
os que não tocaram meu sangue?
Posso perguntar ao meu livro se eu mesmo o escrevi?
Desde quando?

Por que nas épocas obscuras se escreve com uma tinta extinta?
E por que detesto as cidades
com cheiro de mulher e urina?
Quem devorou rente aos meus olhos um tubarão cheio de pústulas?
Por que andam as ondas me indagando
sobre as mesmíssimas perguntas? Por que não nasci misterioso?
Por que cresci sem companhia?

Das tais virtudes que esqueci
dá pra fazer um terno novo?
Onde está o menino que fui:
anda comigo ou evaporou-se?
Sabe que nunca fui com ele nem ele comigo tampouco?
Por que estivemos tanto tempo
crescendo para essa ruptura?
Quando minha infância se foi por que nós dois não fomos junto?
Ainda ontem disse aos meus olhos: quando de novo nos veremos?
Não é melhor nunca que tarde
dentro de listões amarelos?
Em que janela me quedei em busca do tempo, se pulcro?
Ou o que diviso destes ermos
ainda não passa de futuro?
Que me esperava em Ilha Negra:
verdades verdes? Compostura?
Se morri e não me dei conta
morto, a'hora, a quem me pergunto?
Quem me mandou desvencilhar-me das portas do meu amor-próprio?
É verdade que um condor negro
sobrevoa minha pátria noite?
Que há de pesar mais na cintura:
padecimentos? memórias?
Que deu em mim de transmigrar se vivem no Chile meus ossos?
Por que me movo sem querer?
Por que estou sempre desinquieto?
E se minh'alma desabou por que meu esqueleto prossegue?
Por que vou girando sem rodas e voando sem asas nem penas?
Por que minha roupa desbotada se agita como uma bandeira?
E que bandeira tremulou
no espaço em que não me esqueceram?
Pois não foi onde me perderam
que eu me dei, enfim, por achado?
Esse onde onde termina o espaço
se chama de morte ou infinito?
Por que voltei à indiferença
do maroceano desmedido?
Achas que o luto te antecipa
à bandeira do teu destino?
Se caí no laço do mar
por que fechei os meus caminhos?
Que significa persistir no beco da morte-sem-saída?
E no mar do não-passa-nada
mortalha faz algum sentido?
Por que trabalham sal e açúcar
construindo-se uma torre branca?
Onde fica o umbigo do mar?

Por que até ali não chegam as ondas?

Foi das costas do mar que eu vim:
para onde vou quando me atalha? Não sentes também o perigo na gargalhada do maralto?
Onde terminará o arco-íris:
dentro da alma ou no horizonte?
Vejo de novo o mar ab ovo:
o mar me viu ou botou banca?
Não choras rodeado de risos
- só - com as garrafas do vazio?
Quanto media o polvo negro que obscureceu a paz do dia?
Não será nossa vida um túnel
entre duas vagas claridades?
Ou não será uma claridade entre dois triângulos escuros?
E não achas que a morte vinga dentro do sol de uma cereja?
Ou que em perigosas substâncias do não ser, a morte lateja?
Devo escolher esta manhã
entre o céu e o mar, tudo ou nada?
Quem sabe lá de onde é que vem a morte: de cima ou de baixo?
A morte não seria enfim
uma cozinha interminável?
Ou não seria a vida um peixe
preparado para ser pássaro?

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

sE CaDa DiA Cai

Aos meus queridos, ofereço um poema de Pablo Neruda.

Se cada dia cai

Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.

há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.

Pablo Neruda (Últimos Poemas)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

PRoJeÇão


Projeto-me para o futuro
Rumo certo em futuro incerto
Projeção de vida

Aspiração de projetos

Projeção de infantes
Pequenas sementes de gente grande.

Antes eu corria no pátio
Gente grande tomava café
Agora eu tomo café

Pequenos gigantes me agarram as pernas
Agarrando o futuro
Projetando o mundo

Projeção no meu mundo.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

BRaVa GeNTe


E estamos todos encurralados
Num bloco de nudez e trevas
O ar é rarefeito e denso

Cala nossa voz e disseca a esperança.

Povo caído no esquecimento
Gente com sede de paz
e justiça social

Gente que anda sem razão de viver
Buscando pão,
água, quiçá educação!


Que povo sofrido é esse?
Gente ferida, aguerrida, de mão calejada e espada de enxada?
Gente que luta de sol à sol, se espremendo em lotação
Dilacerado coração.
Esse povo sou eu,
é você, sou você e sou eu

Que avança destemido,
ao desespero e caos da nação.


segunda-feira, 27 de agosto de 2007

SoRrY

Queridos,
A faculdade tem me consumido muito tempo, por isso quase não tenho postado.. E os preparativos pra o meu casamento também! Então, quando eu tiver um tempinho pra pensar coisas boas de escrever, eu posto. Não esqueçam de mim, viu!!
Obrigada Ricardo Rayol, meu guru para assuntos aleatóreos.
Beijocas pra todos.
=]

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Eu, eDiFíCio eM DiA de cHuVa



É assim que sou...
Um mexido das dores que senti.
Cada ferida aberta
Cada gota de sangue.
Sou feita de sorriso e de abraço
Feita de dor e perda.
Refeita em cada nota que cantei
Suspeita em cada tom que errei.
Desfeita em cada contradição
Refeita em suspiros e espirros.
Se quero que me tirem as dores?
Jamais!
Eu pulso em cada uma delas.
se quero que me tirem as flores?
Jamais!
Elas embelezaram meu caminho de pedra e odor.
As dores completam o quebra cabeça de mim
Complexo e perplexo.
Imagina como seria fútil o meu destino feito apenas de sorrisos!
Meus sorrisos e amores
Fazem de mim o que sou.
Minhas perdas e temores
Constroem o 'eu' autentico que me fez crescer.
Em resumo,
Não mudaria nenhum instante da minha vida,
tudo o que vivi me construiu.
Tudo o que senti, bom, mal, dor, pavor, amor, calor
Foi o que me fez erguer.
Inabalável, como edifício na chuva!

sábado, 11 de agosto de 2007

A cASa NoVa de DaNieLa

É..
Ela está de casa nova.
Disse que vai investir na vida.
Não quer nada como outrora
Nem o bom, nem o mau.
Quer tudo diferente.
Emoções diferentes.
Raios de sol em ângulos diferentes.
Goteiras em baldes diferentes.
Que as brigas sejam por motivos diferentes
Que os risos soem em tons diferentes.
E tem sala diferente
Pra receber novas flores, brisas e ares.
Tem cozinha aconchegante
Pra felicidade fazer um lanche.
As janelas tem bela vista,
ainda que para muros,
o olhar é que é diferente,
ultrapassa as fronteiras do concreto
Pra atrair todo dia a esperança da nova conquista
Pra renovar no arco-íris de vidraça, a graça no sem-graça.
Tem gente nova dentro da casa
Tem mente nova dentro da casa.
Com coração ardendo pra ser feliz
Tem gente nova fora da casa.
Torcendo que o sossego, o amor e a tolerância
Ditem as regras nessa casa de esmerado aprendiz!

Aqui tem mais sobre Daniela,
aqui também.
imagem: google

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

HoMenAGem ao BêBaDo de RaYoL


Sentado sozinho nesse despenhadeiro infeliz
Deixo divagar a imaginação
Vagabundear nesse mundo cão;
Sem a costumeira euforia
Sem pássaro ou vento
Sem ramo seco caindo
Sem moscas posando!
Só a sensação de estar caindo, caindo e implodindo em vômito!

Parece que algo está errado...
Um grito aprisionado ecoa dentro do copo vazio
Sinto falta das tais moscas varejeiras
que há tantas eras me fazem companhia
nesse mundo ébrio, inócuo, cheio de nojeira.

Oh, meus copos e mais copos!
Será que estou em coma alcoólico???


Conheçam Ricardo Rayol em:
Leiam também em primeiríssima mão:Vox Populi, Vox Dei

sexta-feira, 27 de julho de 2007

...VoCê...

Você..
Ponte que me leva do fim à esperança, me mostrando que há mais na vida do que eu mesma sonhava.
Fonte que sacia meu desejo de amar... Navegando em mim e fazendo-me sentir os prazeres do mar.
Primavera de pele em flor, que me faz transpirar sua brisa, que perfuma o perfume do vento quando inspiro e suspiro o ar que você me rouba.
Sol do dia laranjado, de pólem e insetos felizes beijando flores apaixonadas e alegremente férteis, que me prende em teus raios e me emaranha em sua teia de intenso calor.
Você..
Que vive dentro de mim, livre, inteiro, libertou-me para amar desmedidamente e me acorrentou no seu palco de amor.
Você...
Que ilumina a própria luz e estrelas de noites escuras e me aventura na loucura esvoaçante dos seus sonhos brilhantes.
Você..
A pessoa mais linda que o mundo pôde me revelar e me deu embrulhado em copos de leite para amar.
Você..
Que não leva nada, que não deixa nada, que fica, e fica e vai ficando e se misturando a mim ao ponto de eu não mais saber quem sou eu ou quem é você.
Você...
Vento de serena paz, forte, intensa ventania que sopra o frescor da minha calma.
Lua platina, boiando nos meus olhos de céu, encantados de tanto fitar teu olho de mel
Você...
Vida! Que me trouxe a mais fantástica das oportunidades de ser e fazer feliz.
Você...
Meu amor...
Mergulho no infinito, amor inesperado, surpreendente, comovente, que tomou de assalto meu coração e marcou minha alma com seus atos de amor que jamais se perderão.
É você...
Só você.
Sempre você.

Imagem: olhares.com

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Da VidA















A vida
Quero pensá-la
Repensá-la
O que mais quero é vivê-la.

Construir castelos,
de areia
de cartas
de dominó
ou de vidro.
Nas praias
Nas nuvens
Nos sonhos
Nos sítios.

Quero da vida o suor, o sal.
Deixar de lado quem se duela
Partir de mãos dadas nos sóis
Caminhando e ouvindo a voz do meu amor na canção.

Que meu risco seja a barriga doendo de tanto riso
a pele ardendo de sol
cair nas garras das boas farras
Tocar, cantar, dançar
Sorrir e chorar
Até ao cair da noite, capotar...

terça-feira, 17 de julho de 2007

cÃo do BeM, HoMeM dO MaL


Leve esse cão sarnento para passear
Despeja sobre ele sua vida trôpega
Seu salário de merda
Seu pão de bolor e comichão

Leve esse cão sarnento para passear
Diga a ele o quanto você foi tolo
Amante das grandes e pequenas mentiras
Enumera quantos você odeia e não esqueça minha nomeação

Leve esse cão sarnento para passear
Confesse a ele o quanto te assombram os fantasmas
dos gigolôs e cafetões, das putas e dos barões, dos padres e Assassinos de aluguel
Gente que você bancou e pelas costas, traiçoeiramente apunhalou

Leve esse homem nojento para passear
Ponha-o na coleira torpe e sua boca na mordaça muda
Ate suas mãos e pés e mostre-lhe um espelho
Priva-lhe da água e alimento, faça-lhe o mesmo tormento.

Se parar um instante para se olhar
Será consumido por seu reflexo pálido e mal
Sujo e pobre de quem sugou a vida
De todo aquele que com ele, inocentemente, se pôs a caminhar.

domingo, 15 de julho de 2007

iNqUiSiÇãO


Olhos fechados..
Assim eu quero permanecer.
Pra sentir um pouco mais de sossego
Pra não me exaurir fugindo do medo.
Olhos cerrados...
Pra não esbarrar nas mazelas
Pra não chorar tanta miséria
Pra fantasiar que a vida ainda pode ser bela.

Olhos calados...
Pra não explodir de tanta raiva
Pra não voar nas caras cínicas e pálidas
Pra não esganar quem me dá ânsia,
nojo e é sempre uma farsa.

- Conte.. 1, 2, 3, 4, 5, 6,... está mais calma??
- sim, acho que sim.
- então pode abrir os olhos.